Monarquia é o sistema de governo em que o chefe de estado não é necessariamente* eleito, mas preparado desde o seu nascimento para desempenhar esta função, devendo, da mesma forma, preparar seu sucessor. A monarquia é, hoje, a forma a de governo de 51 nações em todo o mundo e existem ainda outras 37 monarquias sub-nacionais (dentro de outros estados independentes não monárquicos).
As monarquias atuais, distribuídas por continente, são as seguintes:
- África (3 monarquias): Lesoto, Marrocos, Suazilândia.
- Américas (14 monarquias): Antigua e Barbuda, Aruba (Países Baixos) , Bahamas, Barbados, Belice, Canadá, Curação (Países Baixos) , Granada, Groenlândia, Jamaica, São Cristovão e Neves, São Vicente e Granadinas, São Martinho (Países Baixos), Santa Lúcía.
- Ásia (13 monarquias): Arabia Saudita, Bahrein, Brunei, Butão, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Japão, Jordânia, Kuwait, Malásia, Omã, Qatar, Tailândia.
- Europa (16 monarquias): Andorra, Espanha, Bégica, Dinamarca, Escócia (Reino Unido), Holanda (Países Baixos), Liechtenstein, Luxemburgo, Ilhas Faroé, Inglaterra (Reino Unido), Irlanda do Norte (Reino Unido), Luxemburgo, Mônaco, Noruega, País de Gales (Reino Unido), Suécia, Vaticano.
- Oceania (5 monarquias): Austrália, Nova Zelândia, Papúa – Nova Guiné, Samoa Ocidental, Tonga.
Para entender a monarquia, é preciso entender a diferença entre:
- Chefe de Estado: Aquele que representa o país em si, sobretudo internacionalmente, dá continuidade e legitimidade ao governo, zela pelo cumprimento da constituição (quando há uma), pela harmonia dos poderes, pela ética, moral e probidade dos detentores de mandato público, além de, no caso das monarquias, servir de referência moral para os mesmos e para seus súditos.
- Chefe de Governo: Aquele que governa o país como chefe do Poder Executivo, eleito direta ou indiretamente para administrar as contas do país, implantar projetos e políticas públicas, investir recursos em benefício para gerar e garantir benefícios à população, nomear e demitir ministros e fazer as leis.
Em uma Monarquia Constitucional Parlamentar, a coroação do monarca (rei, imperador, etc) geralmente deve ser aprovada e autorizada pelo parlamento que pode, inclusive, decretar sua incapacidade para ocupar o trono, fazendo seguir a linha sucessória. O parlamento também elege o chefe de governo (premier, chanceler, condestável, presidente, etc) enquanto este, por sua vez, deve ser aprovado pelo monarca e pode ser destituído pelo mesmo que, inclusive, pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições, como em casos de corrupção e escândalos no governo.
Na república presidencialista há uma concentração de poderes, já que, o Presidente acumula os poderes de Chefe de Governo e de Chefe de Estado, nomeando sozinho seus ministros, juízes e demais magistrados, não pode dissolver o parlamento em casos de corrupção e escândalos, não pode ser destituído pelo Chefe de Estado (já que acumula os dois poderes e não tem como destituir asi mesmo) e, como ao encerrar seu mandato encerra também o de Chefe de Estado, não há quem garanta a continuidade do governo, sendo impossível um projeto nacional de longo prazo e comum a interrupção e abandono de projetos, fruto do investimento do dinheiro público, quando das trocas de governo.
Devido a esta característica, além de o país mais democrático do mundo (Noruega), o de menor desigualdade social (Dinamarca) e o de maior PIB nominal per capta (Luxemburgo) serem monarquias, também são monarquias 6 entre os 10 primeiros países em qualidade da educação,segurança, qualidade de vida e menor índice de corrupção. Veja os gráficos:

Monarquias restauradas:
Todos estes dados, números e retrospectos revelam a monarquia como um sistema de governo equilibrado, justo e eficiente, motivo pelo qual, apesar do grande número de golpes republicanos no século XIX, a partir do século passado, as monarquias começaram a ser restauradas em todo o mundo.














Acredito que se a Islândia eleger novamente Ólafur Ragnar Grímsson para presidente, logo logo eles vão fazer um prebiscito para criar uma monarquia por lá também, visto que ele é presidente da ilha desde 1996 e os países nórdicos têm tradição monárquica.
Perdemos uma oportunidade histórica em 1993. Por desconhecimento e falta de instrução do povo, que mal sabia o que estava se passando ou o que era uma monarquia, perdemos a chance de acabar com essa república de ladrões e restaurar o trono. Será que algum dia ainda teremos uma nova chance?